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15 Jan 2010

Será que deve participar numa acção de Limpeza subaquática?... [Diving EDU]

Aqui temos "apenas" o caso das redes deríticas i.e. redes de pesca que por acidente, desgaste, etc acabaram por ficar no fundo do Mar.

O propósito para o qual foram construídas mantém-se apesar de quando isso acontece ficarem como que pequenos "panos" (ás vezes bem grandes) no fundo.

Esse propósito é continuarem a capturar animais.

Desta vez de forma indiscriminada e sem propósito que beneficie quer o Ecossitema como o Pescador.

Outrora  tinha sido colocada num ponto qualquer para num espaço de horas fossem  retirar dela o seu ganha-pão de várias famílias e o alimento de muitas outras.

Muitas vezes na pesca as espécies capturadas acidentalmente são devolvidas ás águas; muitas vezes são mantidas a bordo.




A captura acidental, designa-se como "Bycatch"
Familiarize-se com a terminologia

No caso das redes derelíticas, ou "fantasma" (ghost nets), todas as capturas são retidas por tempo indefinido, perdendo assim a sua finalidade e propósito; acabando por ser prejudiciais para todos, inclusivé aqueles que fazem da sua profissão a captura de pescado.


Para além de tudo isso, poderão também ser "armadilhas" para os Mergulhadores, já que, em condições de má visibilidade, distracção, podem facilmente reter um mergulhador por uma simples parte do seu equipamento que tenha passado por perto das suas malhas.

A remoção destas redes fantasma por Mergulhadores, pode e deve ser feita, desde que haja um grau de experiencia mínimo para tal, bem como um planeamento correcto e seguro de forma a que possa participar activamente para a preservação da Natureza. Uma das atracções do mergulho é estar lado a lado com a VIDA aquática, cada vez que mergulha.
Gostaria de fazer um mergulho onde praticamente não encontrasse um ser vivo? Um cardume de peixes?
Provavelmente não..

Com um planeamento apropriado e supervisão, reduzem-se tremendamente as margens de eventuais surpresas desagradáveis que possam ocorrer.

Acredite que no final de um Mergulho destes, sentir-se-à realizado(a), por dessa vez ter dado ao Ambiente e a SI mesmo, uns minutos de muitos mergulhos que irá fazer; apenas Um Mergulho já faz a diferença

Numa próxima acção Project Aware, participe!


28 Nov 2009

 Proteger o Fundo do Mar: Entender os Porquês: parte 3

Para termos a noção de que a informação disponível é fidedigna o ideal é fundamenta-la através de várias fontes ou entidades que subscrevam o tema em causa.
Num dos artigos publicados previamente "Sustainable Seafood Supermarket Survey"(ler artigo),  de uma entidade que não é a Greenpeace, mas partilha a preocupação da conservação do Ambiente, é possível ver que de forma global estão a ser feitos estudos sobre a proveniência dos recursos marinhos que consumimos, utilizamos, e na grande maioria inadvertidamente estamos a contribuir indirectamente para acções que são destrutivas ou no mínimo, com impactos menos positivos no Ambiente que tanto nos atrai, surpreende e exploramos.
Como tal, também para que possa aumentar o seu conhecimento e em simultaneo, poder repensar a sua atitude, achamos por bem partilhar para além da pesquisa sobre os hipermercados da MCS, um estudo da Greenpeace sobre as grandes superfícies em Portugal, a proveniência do Pescado e quais são as grandes empresas que tem tido cuidados com o Ambiente.
Assim, aqui fica:

A Greenpeace volta a comparar as políticas de compra dos principais grupos de distribuição alimentar para revelar quem tem feito um esforço maior para oferecer produtos de peixe sustentável aos consumidores.

É de realçar que embora já tenham sido dados alguns passos fundamentais para melhorar a oferta de peixe sustentável, a maioria das grandes superfícies ainda vende espécies de peixe presentes na Lista Vermelha da Greenpeace. Estas espécies estão ameaçadas pela pesca excessiva e/ou são capturadas por métodos que destroem o ecossistema marinho, razão pela qual é indispensável continuar a trabalhar com os supermercados para proteger os recursos marinhos dos nossos oceanos e assegurar o futuro da indústria da pesca.
Quem Melhorou:
O Lidl e a Sonae evoluíram consideravelmente e estão hoje em franca vantagem em relação às outras cadeias. Desde o ano passado, os dois grupos entraram em diálogo com a Greenpeace e ambos já desenvolveram políticas escritas de compra de peixe. É de realçar que a Sonae subiu de último para segundo lugar no ranking de supermercados.
As duas empresas ainda não atingiram os níveis de sustentabilidade exigidos pela Greenpeace para serem classificados a verde, tanto o Lidl como a Sonae continuam a trabalhar com a organização para melhorar e implementar gradualmente o compromisso assumido de oferecer aos seus consumidores peixe sustentável, responsável e legal.
Quem não se preocupou:
Os Mosqueteiros, Auchan e Jerónimo Martins estão muito longe de mostrar uma abordagem responsável em relação aos produtos de peixe que vendem. Nenhum dos grupos respondeu aos diversos pedidos enviados pelos seus consumidores para que entrem em contacto com a Greenpeace e nenhum forneceu as informações requeridas pela organização para avaliar as suas políticas de compra e venda de peixe.
A falta de transparência, aliada à grande quantidade de espécies da Lista Vermelha da Greenpeace que se encontra à venda nestas superfícies e à ausência de um sistema de etiquetagem eficaz, reflete-se neste segundo ranking. É urgente que Os Mosqueteiros, Auchan e Jerónimo Martins mostrem a sua preocupação pela actual crise dos oceanos e assumam a responsabilidade de adoptar uma política de compra que garanta aos seus consumidores peixe sustentável no futuro.
Em 2008:
Em agosto de 2008, a Greenpeace chumbou as cinco maiores cadeias de supermercados em Portugal depois de concluir que nenhum possuía uma política de compra de peixe sustentável. Desde o lançamento do primeiro ranking, a organização entrou em diálogo com alguns dos grupos económicos, como o Lidl e a Sonae, que aceitaram o desafio da Greenpeace e têm progressivamente adoptado medidas para garantir que todos teremos peixe no futuro.

Fonte original da informação e artigo completo aqui


Nota: esta informação é constante do site do Greenpeace Portugal e disponibilizada apenas como uma das várias fontes de informação disponíveis. Como tal este artigo não pretende ser prejudicial para qualquer uma das empresas referidas uma vez que reflecte apenas as conclusões da referida entidade.

 Proteger o Fundo do Mar: Entender os Porquês: parte 2

Sabia que:

Grande parte dos nossos recursos marinhos estão quase extintos?

Aproximadamente 90% dos stocks de peixes predadores de grande dimensão já foram capturados, incluindo espécies como o atum, peixe espada, bacalhau e linguado.

A pesca de arrasto de profundidade destrói em cada segundo uma área do fundo do mar equivalente a 10 campos de futebol?

Imagine o desbravar completo de uma floresta tropical inteira para apanhar meia-dúzia de coelhos – isto é a pesca de arrasto de profundidade, um métodos de captura de peixe mais destrutivos e menos selctivos.

A pesca pirata é um problema que afecta quase todos os oceanos do mundo?

Estimativas indicam que existem cerca de 1300 navios piratas nos nossos mares a pescar ilegal e indiscrimadamente. Pesca pirata é o nome dado pela Greenpeace à pesca ilegal, não reportada ou não regulamentada (IUU).

Os portugueses são dos maiores consumidores de peixe per capita do mundo?

Os portugueses consumem mais de 1,047 milhões de Euros por ano em peixe, dos quais mais de 70% são gastos nas grandes superfícies.

Até hoje apenas foi investigado cientificamente 0.0001 por cento do fundo do mar?

A grande maioria das 500.000 a um milhão de espécies que habita o fundo do mar ainda não foi descoberta . É fundamental proteger estas maravilhas dos oceanos antes que desapareçam sem que nunca tenhamos tido oportunidade de as conhecer.

Fonte de informação: Greenpeace.org.

Proteger o Fundo do MAr: Entender os Porquês


O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é.
Contribuição de Daniel Silva